quarta-feira, 29 de outubro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
Brisa
...mas era tão cedo e tão tarde
fiquei a olhar para o relógio
cruzei as pernas, olhei-te
pisei a ansiedade de correr para ti
tocar-te triste
húmida como a melancolia do tempo
dos guarda-chuvas que me ferem
os olhos perdidos
por entre a multidão,
lá ias tu
embrulhada numa trama
eu,
perdi-me de ti nos pensamentos...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
fiquei a olhar para o relógio
cruzei as pernas, olhei-te
pisei a ansiedade de correr para ti
tocar-te triste
húmida como a melancolia do tempo
dos guarda-chuvas que me ferem
os olhos perdidos
por entre a multidão,
lá ias tu
embrulhada numa trama
eu,
perdi-me de ti nos pensamentos...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
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BRISA - TÉCNICA MISTA SOBRE PAPEL KRAFT 30X6
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Brancura
Uma manhã estranha,
guardado
fica a brancura
e algum vestígio
empurrado pelo tempo
sim
o nu preconceito de não nos conhecermos
eu estava só e tu também
adivinhei-te
imaginei-te a nascente sem tabus
nem ruídos velozes
como a experiência de qualquer mortal que ignora a melodia da poesia,
mas
amar será sempre
uma certa forma de loucura
enquanto não for inventada
uma forma inquestionável e universal
de normalidade...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
guardado
fica a brancura
e algum vestígio
empurrado pelo tempo
sim
o nu preconceito de não nos conhecermos
eu estava só e tu também
adivinhei-te
imaginei-te a nascente sem tabus
nem ruídos velozes
como a experiência de qualquer mortal que ignora a melodia da poesia,
mas
amar será sempre
uma certa forma de loucura
enquanto não for inventada
uma forma inquestionável e universal
de normalidade...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
domingo, 12 de outubro de 2014
Novos elementos
Fico deste lado
corro a aventura
da solidão perpétua
calma de tudo absorta de tudo
olho rios, pontes e barcos
pescadores, gaivotas e peixes exilados
mar
amo-o sempre
até no brilho da noite
a perspectiva contorcida
de novos elementos
e de cores
tão estranhamente decoradas...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
corro a aventura
da solidão perpétua
calma de tudo absorta de tudo
olho rios, pontes e barcos
pescadores, gaivotas e peixes exilados
mar
amo-o sempre
até no brilho da noite
a perspectiva contorcida
de novos elementos
e de cores
tão estranhamente decoradas...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
sábado, 11 de outubro de 2014
Condição
Necessito da luz
fora das sombras alheias
baças
que me impeçam conhecimento
misterioso inesperado
como a melodia ouvida pela primeira vez
no obscuro pensamento
é ele quem me faz pensar
em renovação eterna
atómica
da minha própria condição....
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
fora das sombras alheias
baças
que me impeçam conhecimento
misterioso inesperado
como a melodia ouvida pela primeira vez
no obscuro pensamento
é ele quem me faz pensar
em renovação eterna
atómica
da minha própria condição....
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
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