O céu é o azul da primavera
os campos em baixo são as flores
há rosas
e o canto do quadro é um rio de romances
que se vai esgotando por esses mares supostos
cujos sais ele tanto inveja
nas lacunas do papel há crianças
o calor do verão são desejos
um quadro é um esquema leviano e,
as mais variadas espécies de cores e alegrias
também aqui não faltam
porque este quadro é o manifesto da inconsciência...
Ana Negrão Fereira
Divagações Nocturnas
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
Juntos numa causa...
"Enquanto se ensaiam as guerras e o fim deste projecto de paraíso, havemos NÓS por força SER...gotas de água cultivando as palavras da nossa VOZ numa causa comum. Ana Negrão"
Ana Negrão nasceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1980. Dedica-se a duas grandes paixões, pintura e escrita onde transmite uma linguagem metafórica e de intervenção, sendo a arte o único caminho...tudo o resto vem da percepção e urgência que tem em construir algo que marque a sua individualidade.
Ana Negrão nasceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1980. Dedica-se a duas grandes paixões, pintura e escrita onde transmite uma linguagem metafórica e de intervenção, sendo a arte o único caminho...tudo o resto vem da percepção e urgência que tem em construir algo que marque a sua individualidade.
Honrou-nos apoiando publicamente o Movimento Pela Água.Mais que isso, e demonstrando uma generosidade tão grande como o seu talento, Ana Negrão brindou-nos com uma tela pintada propositadamente para apoiar o Movimento Pela Água.
Numa atitude de altruísmo Ana Negrão oferece-nos esta tela, enriquecendo a nossa causa.
Pelo seu apoio e gesto nobre, um Muito Obrigado, Ana Negrão.
Nós já assinámos.
E tu? Já assinaste a Petição Privatização da Água a Referendo?http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N11644
Terra Habitada
Das tempestades inesperadas
cultivo os sonhos
protegendo-os deste mundo efémero
e pensar que era urgente fechar os olhos
quando de olhos abertos alcanço o céu
essa terra habitada,
será isto prenúncio da morte
ou da salvação adormecida
nas baladas acordadas em mim....
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
cultivo os sonhos
protegendo-os deste mundo efémero
e pensar que era urgente fechar os olhos
quando de olhos abertos alcanço o céu
essa terra habitada,
será isto prenúncio da morte
ou da salvação adormecida
nas baladas acordadas em mim....
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Areia deserta...
...se em vez de não ser tudo como é
fosse só eu e tu
os loucos teimosos que a sangue frio
celebram as madrugadas
lúcidas e fúnebres
numa areia deserta
quente
movediça
e
nos distrai o amor
fabuloso
inesperado...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
fosse só eu e tu
os loucos teimosos que a sangue frio
celebram as madrugadas
lúcidas e fúnebres
numa areia deserta
quente
movediça
e
nos distrai o amor
fabuloso
inesperado...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Apago as vogais infectas...
As noites são quentes prolongadas
o verão insulta-me com palavras ardentes
apago as vogais infectas
que me confundem
com os desejos do corpo
que não é mais que uma pérola mortal
submetida aos caprichos mundanos do tempo
tão violento e nobre
como as paredes de mar...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
o verão insulta-me com palavras ardentes
apago as vogais infectas
que me confundem
com os desejos do corpo
que não é mais que uma pérola mortal
submetida aos caprichos mundanos do tempo
tão violento e nobre
como as paredes de mar...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
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VOGAIS Técnica mista sobre papel 400g - 23x5
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Demasiado irreal...
Despertam acordados
raios de sol ridículoslutam contra a madrugada
demasiado irreal
a madrugada em breve será mãe
o sol em breve pai
e tudo em breve será esquecimento,
mas a madrugada morre
morre de parto
nascem-lhe filhos
e não se fez amor
jogaram-se jogos de luz e trevas
jogaram-se sonhos e pesadelos
chegam outras madrugadas...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
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