quarta-feira, 10 de julho de 2013
Demasiado irreal...
Despertam acordados
raios de sol ridículoslutam contra a madrugada
demasiado irreal
a madrugada em breve será mãe
o sol em breve pai
e tudo em breve será esquecimento,
mas a madrugada morre
morre de parto
nascem-lhe filhos
e não se fez amor
jogaram-se jogos de luz e trevas
jogaram-se sonhos e pesadelos
chegam outras madrugadas...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
terça-feira, 2 de julho de 2013
Que me trazem perplexa
Pressinto o fim deste projecto de paraíso
habitado por disparos longínquos
onde as guerras do poder
políticas nucleares consagradas
eleitas pela cegueira
vão ensaiando hipóteses de futuro
e nos revestem numa comum humanidade
pois eu prefiro os raios
que me trazem perplexa
numa realidade mais viva quente
imaginada em mim desde a véspera do amanhã
que amanhã é inverno outra vez....
Ana Negrão Ferreira.
Divagações Nocturnas
habitado por disparos longínquos
onde as guerras do poder
políticas nucleares consagradas
eleitas pela cegueira
vão ensaiando hipóteses de futuro
e nos revestem numa comum humanidade
pois eu prefiro os raios
que me trazem perplexa
numa realidade mais viva quente
imaginada em mim desde a véspera do amanhã
que amanhã é inverno outra vez....
Ana Negrão Ferreira.
Divagações Nocturnas
domingo, 30 de junho de 2013
Já só tenho tudo por fazer
Entrego-me ao vento
sem querer saber do tempo
nos contratempos do mundo
vejo
a névoa adiada contorcendo-se
agora
já só tenho tudo por fazer
numa esfera gigante
que me corrompe
e me impede de gritar as palavras...
Ana Negrão Ferreira.
Divagações Nocturnas
sem querer saber do tempo
nos contratempos do mundo
vejo
a névoa adiada contorcendo-se
agora
já só tenho tudo por fazer
numa esfera gigante
que me corrompe
e me impede de gritar as palavras...
Ana Negrão Ferreira.
Divagações Nocturnas
sábado, 29 de junho de 2013
Desdobro os pensamentos
Da minha vontade indomável
desdobro os pensamentos
de mãos abertas para o mundo
anseio os sorrisos roubados da inocência
desespero o cheiro da primavera
ancorado nas aves raras
que gritam por uma liberdade incompreendida
numa fatalidade desconcertante
abro asas...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
desdobro os pensamentos
de mãos abertas para o mundo
anseio os sorrisos roubados da inocência
desespero o cheiro da primavera
ancorado nas aves raras
que gritam por uma liberdade incompreendida
numa fatalidade desconcertante
abro asas...
Ana Negrão Ferreira
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terça-feira, 18 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Só me lembra palavras...
São raros os momentos que matam a sede
e sabem evitar ainda diálogos irados de vento
e assim uma ponte apenas ponte
só me lembra despedida e fico sempre comovida
por ficar deste lado indiferente ao tempo
e assim uma fonte apenas fonte
só me lembra palavras
e vêm os acessos de saudade
indiferente fabulosa
e às vezes confundo tudo e choro
como se os olhos fossem duas granadas
que não se cansam de explodir sem direcção
mas com uma certeza
beijar o chão depois de o despir
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
e sabem evitar ainda diálogos irados de vento
e assim uma ponte apenas ponte
só me lembra despedida e fico sempre comovida
por ficar deste lado indiferente ao tempo
e assim uma fonte apenas fonte
só me lembra palavras
e vêm os acessos de saudade
indiferente fabulosa
e às vezes confundo tudo e choro
como se os olhos fossem duas granadas
que não se cansam de explodir sem direcção
mas com uma certeza
beijar o chão depois de o despir
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Tão devagar que os homens são...
Corto relações com tudo o que conheço
tudo o que é perfeitamente familiar
a raça identidade cultura
desterro-me livre
nua desamparada
como uma criança selvagem
pronta para renascer,
criar algo que tenha a minha marca
em vez de ser obrigada
a chupar os refrescos
que passam a vida
a tentar vender-me
qual a hora exacta da criação?
em que mês se celebra a cretinice?
qual o dia mundial da religião?
breve vago incerto
tudo marcha à velocidade da luz
no entanto tão devagar
que os homens são...
Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas
tudo o que é perfeitamente familiar
a raça identidade cultura
desterro-me livre
nua desamparada
como uma criança selvagem
pronta para renascer,
criar algo que tenha a minha marca
em vez de ser obrigada
a chupar os refrescos
que passam a vida
a tentar vender-me
qual a hora exacta da criação?
em que mês se celebra a cretinice?
qual o dia mundial da religião?
breve vago incerto
tudo marcha à velocidade da luz
no entanto tão devagar
que os homens são...
Ana Negrão Ferreira
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