terça-feira, 29 de dezembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pinturas sobre madeira - 2015


Mecânica exuberante 19X70























 Recanto do amanhecer 17X70


domingo, 13 de setembro de 2015

Sal da terra

...e devido à falta de terra
fui-me aos peixes e salguei-os


difícil, tão difícil 


ser navio e marinheira
ser uma rota incerta
e também mar


presa ao sal deste universo...


Ana Negrão Ferreira


domingo, 6 de setembro de 2015

À margem

Largas mentes congestiono
enervando as ânsias
em difusos pensamentos


entretanto
espero atenta
a expansão desta esfera complicada de pensar,


mas numa ogiva excitam-se as urgências:
é urgente libertar as congestões
as têmporas-fronteiras rebentar
é urgente esbanjar em todas as direcções
vaguear por toda a parte


tudo aquilo que tenho ganho
em perder o tempo de ganhar
e o tempo que de menos vou ganhando
mas demais o ganha o lento tempo confundido


que a minha história vai tecendo...


Ana Negrão Ferreira


domingo, 30 de agosto de 2015

Silêncio de um enigma

A poesia é tão simples
como implodir a nossa alma
tão simples como fazer amor vestido
desde manhã até ao dia que nasce para morrer
e o amor é tão simples
como juntar dois corpos quaisquer
no silêncio de um enigma
é tão simples como ser um poeta nu
desde o preconceito
até à revolta
que nos pariu pessoas...


Ana Negrão Ferreira


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Desígnios

O sol brilha
a lua dorme
tu beijas-me,
eu afago-te
tudo é composto de amor
sendo o ódio apenas
o lado negro da vida
que nos faz brilhar por contraste
como brilhamos agora


mortais,
mas livres...


Ana Negrão Ferreira.


domingo, 9 de agosto de 2015

Sinos ao luar

Amor é querer
apenas tudo o que somos
é construir um sonho
metafórico embelezado
libertador


o sol dorme
a lua brilha
ainda beijas
ainda afago

amanhecem
sinos ao luar....


Ana Negrão Ferreira



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Contos de verão


Ao entrarmos enlouqueci
sem querer desfolhei com avidez
as pétalas que plastificam jardins
e a ti te mascaram o desejo

com esse desfolhar ávido
foi-se a loucura

lancei pela janela
toda a minha cupidez


dei tiros ao mundo
e fiz do amor
uma atracção turística

esse mar paradeiro incerto....


Ana Negrão Ferreira


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Vestígios

Até que o mundo desesperado
se reverta
construo mais uma teia
sendo no fim
tudo o que sou
vanguarda dos sonhos
eleitos perfumados
perscrutando toques
que me surpreendem
a fazer do amor
o tacto imaginado em mim...


Ana Negrão Ferreira


quarta-feira, 20 de maio de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015