sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Brancura

Uma manhã estranha,
guardado 
fica a brancura
e algum vestígio
empurrado pelo tempo
sim
o nu preconceito de não nos conhecermos
eu estava só e tu também

adivinhei-te
imaginei-te a nascente sem tabus
nem ruídos velozes
como a experiência de qualquer mortal que ignora a melodia da poesia,
mas

amar será sempre
uma certa forma de loucura
enquanto não for inventada
uma forma inquestionável e universal 
de normalidade...

Ana Negrão Ferreira
Divagações Nocturnas



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